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sexta-feira, 30 de março de 2012

Os Crimes ABC

Os Crimes ABC
Agatha Christie
Circulo do Livro
214 páginas


Nem vou pedir desculpas pelo sumiço novamente, porque vocês já devem estar ficando de S*** cheio disso mas eu deixo aqui minha promessa que estou me cuidando pra levar mais a sério o blog a partir do 2° semestre.
Quando surgiu o tema de março do Desafio Literário eu logo pensei vou incluir da Agatha, afinal a dama do crime é maravilhosa, e o resultado não poderia ser diferente: surpreendente!
Gente, eu estou gripada e com febre, por isso não vou me alongar muito, ok? Este livro da Agatha é tão maravilhoso quanto os outros, para quem já teve oportunidade de ler a obra da autora, sabe o quanto ela consegue nos prender no enredo, na tentativa inútil de conseguir desvendar os crimes. Esse livro em especial tem um desfecho muito interessante, pois quando você acha que todas as cartas já foram colocadas na mesa, Poirot, o tão amado e odiado Poirot, vem com sua pequenas idéias e muda tudo o que se tinha por certo até então.

É isso,

bjocas

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Paula

Título: Paula
Autor: Isabel Allende
Editora: Record
Páginas: 468

Enquanto espera sua filha Paula se reestabelecer de um coma, Isabel Allende é instruída por sua redatora a escrever como modo de extravasar seus sentimentos diante da situação pela qual passa.
É por aí que começa a narrativa de toda sua história, num misto de material autobiográfico com histórias fantásticas, e narrações angustiantes de um presente que torturava a autora na época.
Isabel conta a Paula toda sua história, começando por seus pais, como eles se conhecem, fala de sua infância e de diversos momentos de sua vida. Além disso ela vai narrando os momentos pelos quais Paula esta passando, e os sentimentos das pessoas ao seu redor; sempre na esperança de que Paula se recupere e possa retomar sua vida do momento em que parou sem que fique uma lacuna em sua vida.
Confesso que pra mim foi muito difícil ler o livro, foi até mesmo uma leitura arrastada. Os díalogos do livro são misturados e muitas vezes eu não entendia de quem era a voz que se pronunciava (uma coisa meio Saramago por assim dizer). Além disso não há qualquer padrão de narrativa, ela mistura momentos do presente com fatos do passado, momentos de pura "viagem" com fatos históricos e assim por diante...
Nada que me tire a vontade de ler "A casa dos Espiritos", mas que atrasou bastante a minhas leituras do mês de fevereiro, ah isso atrasou!

Avaliação:3/5

Esse post faz parte do Desafio Literário cujo tema para o mês de fevereiro era nome próprio de pessoa.

PS: Desculpem mais uma vez a minha falta aqui com o blog, fevereiro foi muito difícil pra mim, e embora eu não queira comentar, quero dizer que Paula se assemelhou muito a situação pela qual passamos por aqui e que eu gostaria que o resto do ano não nos reservasse este tipo de surpresa.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Como Água Para Chocolate

Título: Como Água Para Chocolate
Autora: Laura Esquivel
Editora: Martins Fontes
Páginas: 205

Tita é a protagonista desta história que vai descrevendo sua vida entremeada de receitas feitas na cozinha num rancho no norte do México. Nessa mesma cozinha, Tita cresce aprendendo os sabores e os dissabores que a vida pode trazer. É também neste rancho que Tita descobre que esta fadada a viver solteira, pois terá que cuidar de sua mãe para o resto da vida.
Cada capítulo é aberto com uma receita em um mês do ano, que não necessariamente reflete o período vivido na história. Mas as receitas, essas sim, refletem exatamente as emoções sentidas por Tita e pelos diversos personagens que vão tendo seus sentimentos desnudados na história através dos sabores descritos na trama.
A história é muito boa, o livro bem escrito e até recomendo o livro pra quem gosta de uma história mais fantástica. Porém eu não curto muito este tipo de leitura, gosto mais daquelas mais prováveis de acontecer num plano real.
Também achei incrível a semelhança das histórias de Cinco Quartos da Laranja e de Como Água Para Chocolate, ambas tem livros de receitas que são deixados pelas mães das personagens e que na verdade são diários, ambas são ambientadas em momentos históricos importantes de guerras e revoluções, ambas tem amores proibidos, encontros velados e segredos e tradições familiares que atravessam gerações.
Apesar das várias receitas do livro, não me animei a fazer nenhuma, em primeiro lugar porque diversos ingredientes são bem típicos do México, ingredientes que eu nem nunca sonhei em apreciar o sabor na vida em segundo lugar porque a culinária mexicana é bem “caliente” e isso me afasta bastante da apreciação dos seus sabores.

Avaliação: 3/5

É isso

Bjocas

Esse post faz parte do Desafio Literário 2012 , e o tema para janeiro é Literatura Gastronômica. Leia também meus comentários sobre Cinco Quartos da Laranja

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Expectativas Literárias

Sei que janeiro já está quase no fim, mas achei  bonitinho esse meme (que nem sei mais de onde tirei, desculpem!) e resolvi que queria colocar aqui.
É assim ó:

Meta de Leitura: Gostaria de pensar que vou conseguir pelo menos algumas leituras a mais que esse ano, mas se eu conseguir uns 50 já esta ótimo, Né?

Primeiro do ano: Piedade – Jodi Picoult  

Gênero que vou ler mais: com certeza as ficções, os romances....

Gênero que vou ler menos: Auto-ajuda

Lançamentos aguardados: Não me ligo muito nos lançamentos, tem tantos clássicos que ainda faltam ler, que se ficassem uns 10 anos sem publicar nada eu ainda não daria conta de colocar a leitura em dia.

Próximas compras: bem vindos à economia pra compra da casa própria!! Por enquanto só livros ganhados ou emprestados da biblioteca.

Bom, no finalzinho do ano a gente confere se as metas foram cumpridas

Bjocas

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Cinco Quartos da Laranja


Título: Cinco Quartos da Laranja
Autora: Joanne Harris
Editora: Record
Páginas: 414

Quando o Desafio Literário 2012 foi lançado, achei uma delícia, literalmente, começar janeiro lendo literatura gastronômica ou cozinha-ficção. Até porque sei que os livros têm umas receitinhas, quem sabe eu não me animo pra finalmente ir pra cozinha, afinal é um dos itens do projeto das 101 coisas. Mas vamos ao livro.

Cinco Quartos da Laranja é um daqueles livros que a gente encontra por acaso, estava eu atrás de Chocolate (livro da mesma autora) quando me deparei com 5/4(pros íntimos), comecei a ler resenhas sobre ele e descobri que unia dois assuntos que eu amo: comida e 2° Guerra Mundial, daí não teve jeito ele já esta tanto tempo na fila de espera, já foi folheado tantas vezes esperando que a intenção de começá-lo se concretizasse que por fim não havia como escolher outro modo de dar início a exploração desse tema.
Foi fácil ler 5/4 e ao mesmo tempo muito difícil, a leitura é cheia de conexões com o passado e prefácios de um futuro que ainda esta ali na esquina do livro.
Framboise é a narradora do livro, e a protagonista da história. Quando sua mãe morre, ela recebe de herança seu livro de receitas e o irmão Cassis recebe a velha fazenda onde moravam quando crianças. Framboise então compra as terras que Cassis ganhou por herança e passa a viver nelas como a viúva dona de uma creperia em que faz as receitas deixadas por sua mãe.
Porém Framboise descobre que a velha fazenda não é apenas uma terra esperando por reformas, mas sim um cemitério em que se encerra bem mais que fantasmas do passado. E que o livro de receitas deixado por sua mãe não é apenas um livro e sim um diário forte como uma onda que arrasta e leva Framboise diversas vezes a uma praia chamada nostalgia.
Juntamente com a narração do passado, vão se entremeando fatos do presente e se anunciando um futuro próximo. Muitas coisas vão se repetindo na vida de Boise, o amigo da infância que também o será na velhice, os conflitos com sua mãe que agora se refletem em seus conflitos com suas filhas e muitos outros trechos.

Fomos criados contendo nossos sentimentos, não é um hábito que possa ser facilmente abandonado.”

Adorei ter as suas duas visões, aquela de quando ela ainda era uma moleca fazendo suas arteirices de criança, e depois como uma idosa revivendo suas arteirices, e aprontando algumas também.
E quanto às receitas? Bem, na verdade elas servem mais pra esconder os segredos do livro do que para serem copiadas ou feitas, até porque aquelas que não apareciam somente trechos também não me interessaram o bastante pra eu ir pra cozinha.

Eu jamais procurava saber a causa, simplesmente evitava os efeitos o melhor que podia.”

Porém a principal lição que tirei do livro foi aquela de que a vida nem sempre nos dá todas as ferramentas pra tomarmos as decisões nos momentos em que queremos, as vezes, só muito mais tarde é que teremos todas aquelas informações que nos foram negadas e dái vai nos caber tomar outra decisão: “lamentar ou se orgulhar do passado, embora nem sempre tenhamos acertado em nossas escolhas”.

Avaliação 4/5

É isso

Bjocas

Esse post faz parte do Desafio Literário 2012 , e o tema para janeiro é Literatura Gastronômica.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA LITERÁRIA 2011


  • O livro infanto-juvenil que mais gostei: Essa é fácil! Depois de ter abandonado a série “Diário da Princesa” pela metade, esse ano eu consegui retornar e terminar a saga de uma das princesinhas mais queridas do mundo, dei boas risadas, sofri e vibrei com a Mia, e acompanhei o fim da história que eu queria que durasse pelo  menos mais uns 100 livros.
  • A aventura que me tirou o fôlego: “O Amuleto”, de Nora Roberts. Fiquei muito tempo em baixo da água com os protagonistas, e acabei perdendo o fôlego :P
  • O terror que me deixou sem dormir: nenhum, eu até li alguns livros de terror e suspense mais pesado, mas nada que me tirasse o sono. Na verdade, acho que nada me tira o sono!
  • O suspense mais eletrizante: Vou ter que citar dois. Até sair esta edição da RL2011 eu tinha me decidido por “Num Lago Profundo”, livro que me deixou com vontade de conhecer mais da obra de Anne Stuart. Mas aí, um pouquinho depois eu terminei de ler  “O Assassinato de Roger Ackroyd” de Agatha Christie, e aí? Aí que todo mundo já conhece a tia Agatha, ela humilha!
  • O romance que me fez suspirar: “Noites de tormenta”. Ai Nicholas Sparks, porque você é tão malvado? Por quê? Por quê?
  • A saga que me conquistou: Não é bem uma saga, é apenas uma continuação. Os livros “A Rosa do Inverno” e “Retrato do meu coração”, me apaixonei pela família Rawlings e acho que acompanharia uma série inteirinha deles, tomara que a Meg, ops!Pat Cabot continue pra gente.....
  • O clássico que me marcou: não li muitos clássicos, mas o que mais me marcou, e até lamentei de não ter lido antes foi “Jane Eyre” da Charlotte Brönte.
  • O livro que me fez refletir: Pra não me tornar repetitiva vou deixar aqui uma opção diferente: “Deixados Para Trás 3- Nicolae”, foi o único da série de Tim Lahaye e Jerry B. Jenkis que li este ano. E é sempre bom parar e pensar: “O Rei está voltando!”
  • O livro que me fez rir: Vou parecer bastante infantil agora, mas os livros que mas me fizeram rir, foram alguns volumes da série Geórgia Nicolson da autora Louise Rennison. Pra ser sincera eu não gostei dos livros, mas eu dei umas boas gargalhadas.
  • O livro que me fez chorar: Vamos combinar que não é muito difícil né? Então vou deixar aqui o livro que mais me fez chorar: “A Última Musica”, do Nicholas Sparks. Sinceramente, teve horas que eu tive que parar de ler e ir pro banheiro lavar o rosto pra conseguir continuar, principalmente as cenas do Jonah.
  • O melhor livro de fantasia: “A fantástica fábrica de chocolate” (foi praticamente o único também)
  • O livro que me decepcionou: “A história sem fim”, de Michel Ende. E não tem fim mesmo hein? Eu alimentei tantas expectativas, e fiquei frustrada ao final.
  • O livro que me surpreendeu: “Bem Hur”. Foi uma grande surpresa, eu sempre achei que ia achar a história chata. E daí um colega me falou que era praticamente um livro cristão, a curiosidade bateu e eu tive que ler. Muito bom.
  • A frase que não saiu da minha cabeça: Não costumo guardar frases de livros, se bem que estou tentando agora. Por isso só posso citar uma que recentemente me tocou muito forte:
Hoje em dia muitas pessoas parecem acreditar que as suas vidas são inteiramente uma questão de escolhas; mas, no meu tempo, nós víamo-nos como peças de barro que guardam para sempre as impressões digitais de todas as pessoas que as tocaram.

Do livro: “Memórias de uma gueixa”
  • O (a) personagem do ano: Bruno, de “O menino do Pijama Listrado”
  • O casal perfeito: Lady Caroline Linford e Braden Granville, de “Aprendendo a seduzir”
  • O (a) autor (a) revelação: Alice Kuipers. Pra mim foi a autora revelação, pois foi a primeira vez que tive contato com sua obra: “A vida na porta da geladeira”. Recomendo!
  • O melhor livro nacional: “Meu nome não é Johnny”. Mas só porque foi praticamente o único que li.
  • O melhor livro que li em 2011: Fiquei entre “A última Música” e “O menino do Pijama Listrado”, mas no final a relação que tenho com meu pai pesou mais e acabei me decidindo por “A Última Música”.
  • Li em 2011 ...51... livros.
  • A minha meta literária para 2012 é: Sejamos realistas, a lista é infinita, mas pelo menos 50 vai ter que rolar pra eu poder concluir meu projeto 101 coisas em 1001 dias dentro do prazo.
Bjocas

PS: Quer saber mais sobre o que é a Retrospectiva Literária 2011? Então clica aqui

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Minha lista do Desafio Literário 2012

Fiquei muito feliz, quando foi apresentado o Desafio Literário 2012, afinal é uma das metas do meu projeto 101 coisas em 1001 dias, e eu ficaria muito triste se não tivesse uma 2° oportunidade de cumpri-la.
Pra quem ainda não conhece o Desafio Literário, é só clicar aqui. Eu posso adiantar que é uma gincana de incentivo a leitura (de qualidade) muito bacana, que já está na 3° edição, tamanho o sucesso que tem feito.
 E pra poder me organizar e cumprir os temas propostos no desafio eu elaborei mais uma vez a famosa listinha que os participantes geralmente fazem. Com uma diferença da do ano anterior: eu tentei abrir o leque ao máximo, pra que não acabasse desistindo do desafio por ser obrigada a ler determinado livro. Por isso são tantas as opções...

Mês de janeiro: Cozinha aí vou eu!!!

Titular: Cinco Quartos da Laranja, de Joanne Harris
Reserva 1: Como Água para Chocolate, de Laura Esquivel
Reserva 2: Julie & Julia, de Julie Powell
Possíveis substitutos: Chocolate, da Joanne Harris; Clube das chocólatras e A dieta das chocólatras, de Carole Mattheus; Papel Manteiga Para Embrulhar Segredos, de Cristiane Lisboa.

mês de fevereiro: Teu nome Maria Lúcia....

Titular: Paula, de Isabel Allende.
Reserva 1: Iracema, de José de Alencar.
Reserva 2: Lolita, de Vladimir Nabocov. Clássico!
Possíveis substitutos: Ana Karenina, de Tolstoi; Julieta, de Anne Fortier e Coraline, de Neil Gaiman.

Mês de março: quem será a próxima vitima?

Titular: Os crimes ABC, de Agatha Christie
Reserva 1: Dragão Vermelho, de Thomas Harris.
Reserva 2: Criança 44, de Tom Rob Smith
Possíveis substitutos: Dexter - A mão esquerda de Deus, de Jeff Lindsay; O Colecionador de Ossos, de Jeffery Deaver; O Perfume, de Patrick Süskind. E ainda Fim do Jogo, de Frank Perreti.

Mês de abril: uma viagem a terra do sol nascente

Titular:Nuvem de pássaros brancos, de Yasunari Kawabata(Japão)
Reserva 1: O Desconsolado ou Não me abandone Jamais, de Kazuo Ishiguro (Japão)
Reserva 2: A montanha e o rio, de Da Chan (China) 

Mês de maio: Um passeio pela história

Titular: A Lista de Schindler, de Thomas Keneally – Holocausto
Reserva 1: As meninas, de Lygia Fagundes Telles – Ditadura Civil Militar Brasileira.
Reserva 2: A Casa das Sete Mulheres, de Letícia Wierzchowski) – Revolução Farroupilha
Possíveis substitutos: Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway – Guerra Civil Espanhola; O Discurso do Rei, de Mark Logue e Peter Conradi (Monarquia Britânica); Amor sem Igual, de Danielle Steel (Titanic); A Chave de Sarah, de Tatiana de Rosnay (Holocausto)

mês de junho: de volta para o futuro...ou será pro passado?!
Titular: A Mulher do Viajante no Tempo, de Audrey Niffenegger
Reserva1: O Mapa do Tempo, de Félix J. Palma
Reserva 2 : Contato, de Carl Sagan

mês de julho: e o prêmio Jabuti vai para....

Titular: A Hora da Estrela, de Clarice Lispector – Romance 1978
Reserva 1Se eu Fechar os Olhos Agora, de  Edney Silvestre – Romance 2010
Reserva 2: Gabriela, Cravo e Canela, de Jorge Amado – Romance 1959
Possíveis substitutos: O Filho Eterno, de Cristovão Tezza – Romance 2008; Budapeste, de Chico Buarque de Holanda – Livro do ano 2004 e Vozes do Deserto, de Nélida Piñon – Livro do ano 2005.

mês de agosto: quem tem medo do escuro??

Titular: O pacto de Joe Hill
Reserva1: Carrie, a estranha, de Stephen King
Reserva 2: A Casa das Bruxas, de H. P. Lovecraft
Possíveis substitutos: Outra Volta do Parafuso, de Henry James ou A Hora da Zona Morta, de Stephen King

mês de setembro: Indo a caça dos mitos

Titular: As Brumas De Avalon - Livro 1 - A Senhora Da Magia, de Marion Zimmer Bradley 
Reserva 1:A Pirâmide Vermelha - As Crônicas Dos Kane - Livro 1, de Rick Riordan 

mês de outubro: novas histórias em quadrinhos

Titular: Persépolis, de Marjane Satrapi
Reserva 1:V de Vingança, de Alan Moore, David Lloyd
Reserva 2 : William Gibson's Neuromancer, Vol. 1" de Tom De Haven e Bruce Jensen

mês de novembro: que tal um safári logo ali...

Titular: Cotoco, John van de Ruit – África do Sul
Reserva 1: Desonra, de J.M. Coetzee
Reserva 2 : Jaime Bunda, Agente Secreto (Pepetela – Angola)

mês de dezembro: Pura poesia

Titular: O Precursor de Kahlil Gibran

É isso aí, bjocas

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Pianista

2° livro- O pianista,  
Autor: Wladyslaw Szpilman
240 páginas
Editora: Record


“'O Pianista', de Wladislaw Szpilman, conta a história de um judeu que viveu - e sobreviveu - ao gueto de Varsóvia, de 1939 a 1945. Um documento histórico e humano de uma das maiores tragédias do século XX, que inspirou o filme homônimo de Roman Polanski. Nascido em 1911, Wladislaw Szpilman era um jovem e talentoso pianista judeu. Em 1939, no exato momento em que as bombas começaram a cair na capital polonesa, Szpilman executava o Noturno de Chopin, na Polskie Radio - seis anos depois, terminada a guerra, tocou a mesma peça para marcar a retomada das atividades da rádio. Esta é uma das muitas e emocionantes histórias relatadas em 'O Pianista'. Era muito provável que o pianista tivesse o mesmo destino de seu povo, mas escapou munido de uma desesperada vontade de viver.

Não encontro palavras pra descrever este livro. Sou uma profunda admiradora do povo judeu e mais que isso, sou completamente fascinada pelas histórias da 2° Guerra Mundial, pelas histórias do holocausto, pelas feridas da humanidade.

Wladyslaw começa narrando o livro contando relatos de sua vida diária e ao final do livro não se consegue nem ao menos vislumbrar uma sombra do cotidiano inicial. Os horrores da guerra são descritos explicitamente, e se você é do tipo que não gosta de fortes impactos, então fique longe deste livro.

Não vou ficar descrevendo aqui as situações pelas quais ele se defronta o decorrer do livro, mas posso afirmar com toda certeza que a história tem o poder de deixar o leitor catatônico (na falta de uma definição melhor) diante de tanta crueldade humana. Mas ao mesmo tempo ele traz consigo uma esperança, esperança de que dias melhores virão, esperança de que atrocidades como esta não se repitam nunca mais, esperança de que mesmo que a sua luta não sirva pra salvar sua própria vida, mas talvez ela tenha serventia para outros.

Ao final do livro passei a admirar Wladyslaw como musico como homem, como sobrevivente e principalmente como ser humano. Sim, como ser humano! Porque afinal é isso que nós somos, humanos, todos, não importa cor, credo ou localização, não importa se somos judeus, arianos, árabes …é essa a nossa raça? Claro que não! Nossa raça é humana.

Penso que livros sobre  a 2° guerra tais como O diário de Anne Frank, O pianista, O menino do pijama listrado e tantos outros disponíveis por aí deveriam ser leitura obrigatória nas escolas assim como o debate sobre estes, pra que diante de tantas barbáries o mundo reflita e veja que nunca mais deveria cometer os mesmos erros!!!

Avaliação: 5/5

A Última Grande Lição

1° livro do mês-  A última grande lição – o sentido da vida
Autor: Mitch Albom
183 páginas
Editora: Sextante

“Cada um de nós teve na juventude uma figura especial que, com paciência, afeto e sabedoria, nos ajudou a descobrir dimensões mais profundas e a escolher nossos caminhos com maior liberdade. Para Mitch Albom, esta pessoa foi Morrie Schwartz, seu professor na universidade. Vinte anos depois, Mitch reencontra Morrie, nos últimos meses da vida de seu velho mestre, acometido de uma doença terminal. Durante quatorze encontros, eles tratam de temas fundamentais para a felicidade e realização humana. É uma lição de esperança sobre o sentido da existência, em que a experiência e reflexão são transmitidas de forma simples e comovente, que transformou a vida do autor e, que ele quis registrar como uma dádiva de Morrie para o mundo.”

O que me chamou a atenção de primeira nesse livro foi a capa (é duro admitir mais eu ainda escolho livros pela capa!), ela me faz lembrar a capa de “A Lição Final” e pra ser bastante sincera as histórias são idênticas em sua essência, ou seja, o professor que vai morrer mas quer deixar uma lição de vida. Chega a ser meio clichê.

Morrie Schwartz é no caso o professor que vai morrer, e Mitch Albom é o aluno escolhido pra trazer ao mundo os últimos ensinamentos do seu mestre. Esses ensinamentos são transmitidos as terças feiras, eles são terça feirinos, e a cada novo encontro Morrie transmite uma mensagem diferente do que aprendeu do mundo, sobre a morte, família, remorso, autocomiseração, emoções, medo de envelhecer, dinheiro,despedidas, permanência do amor e perdão. A idade de Morrie e o olhar atento que ele tem da vida dão a ele experiência suficiente pra transmitir bons conselhos a respeito dessas questões que vivem perturbando homens e mulheres no mundo inteiro. Mas eu entendi que a maior facilidade de Morrie foi aprender a aceitar a morte e lidar com ela, ele encarou meio como Benjamin Buntton, no começo da vida e no final somos iguais, e precisamos de cuidados, portanto devemos aproveitar este curto intervalo entre um período e outro para conseguirmos atrair o amor suficiente de pessoas que possam nos amar e nos cuidar nesse período final.

Ele deixa uma frase que poderia ser repetida todos os dias: “Todo mundo sabe que vai morrer, mas ninguém acredita”, e essa é a nossa realidade, não conseguimos aceitar nossa condição de imortal, só que o que acontecesse é nossa mortalidade física, mas os nossos atos aqui muitas vezes ecoam pela eternidade e nos tornam mais vivos depois de morto do que muitos foram durante toda uma vida. É uma questão filosófica interessante, cabe a cada um escolher qual o seu propósito.

Eu tenho algumas criticas pessoais ao livro, primeiro porque ele enaltece demais a pessoa de Morrie, acaba caindo naquele: “todo mundo fica bom depois que morre”, eu gostaria de conhecer melhor os defeitos dele, e não de terminar o livro me achando uma pessoa super inferior, se é que me entendem?!
Outra coisa que me deixou decepcionada, foi o Mitch Albon, tudo bem que a história não era dele, mas ele foi tão superficial durante o livro que eu fiquei sentindo raiva de tamanho distanciamento.

De todo o modo não é uma opinião negativa, até recomendo o livro pra quem gosta do gênero. Mas pra mim que comecei a ler pensando em encontrar uma biografia, foi triste constatar que o livro beira a auto-ajuda (não é meu estilo favorito, definitivamente!). Mesmo assim ele teve até algumas partes bem comoventes e tem lições que eu realmente gostaria de aplicar a minha vida.

Ah, só pra deixar minha opinião bem clara aqui, gostei muito mais do título do livro original (Tuerdays with Morrie).

Avaliação: 3/5